João Roberto Marinho diz que Globo é líder porque sabe fazer TV

O respeito à liberdade de expressão, a democracia e a imprensa livre protagonizaram a palestra de João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, realizado na cidade de São Paulo (SP), nos dias 14, 15 e 16 de julho.

Na última terça-feira (15), Marinho afirmou que apesar de um país só ser capaz de se desenvolver com democracia, liberdade de expressão e livre iniciativa, “vemos hoje muitas tentativas de relativizar e cercear a liberdade de expressão”.

Para ela existir, diz, o Estado precisa deixar de ser paternalista: “acham que o cidadão precisa de tutela para discernir o que é certo ou errado, mas cada indivíduo é capaz de decidir. Quando há tutela, o risco é a infantilização dos cidadãos. Não há democracia com tutela”. 

Como exemplo, o vice-presidente das Organizações Globo lembrou a condenação do jornal Folha de S.Paulo e da revista Veja São Paulo por entrevistarem Marta Suplicy, candidata petista à prefeitura da cidade.

“A simples confusão semântica entre propaganda eleitoral e matéria jornalística é assutadora”. afirmou Marinho. “O objetivo da propaganda é convencer o indivíduo sobre um produto, a entrevista quer informar. E o leitor sabe discernir essas duas idéias. Ele é capaz de pensar por si e julgar o que é bom ou ruim”, explicou.

Ele também citou como exemplo de tentativa de infantilizar o público os processos da Igreja Universal contra os jornais Folha, Extra e A Tarde, por publicarem matérias insinuando que os membros da igreja são pessoas inidôneas e que o dízimo pago por eles é produto de crime. 

Marinho louvou a iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender 22 artigos da Lei de Imprensa, implantada durante a ditadura. “Se é para ter uma lei especial para a imprensa, que seja de liberdade de imprensa, regulamentando apenas o direito de resposta e a indenização por danos morais”, declarou.

Questionado sobre o avanço da Rede Record – que ganha cada vez mais audiência – sobre a hegemonia da Globo, Marinho afirmou que a TV aberta precisa conquistar minuto a minuto o espectador. “Nunca existiu hegemonia ou monopólio da Globo”.

Como argumentos, ele lembrou que durante oito anos, na década de 80, a Globo perdeu todo domingo para o Silvio Santos. “Além disso, perdíamos também para o Bozo, do SBT. Só passamos a ganhar quando trouxemos a Xuxa e o Faustão”.

“Ter concorrência não é uma coisa nova. Ela é boa para os espectadores e para nós. Nos mobiliza e nos faz trabalhar mais duro, faz com que a gente se mexa. Somos liderança porque sabemos fazer TV e temos os melhores talentos”, declarou o vice-presidente das Organizações Globo.

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